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Uma análise da economia política dos corredores de Nacala e da Beira

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30-09-2020

Bruce Byiers, Poorva Karkare e Luckystar Miyandazi, documento de reflexão do ECDPM, Setembro 2020

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Os custos de comércio e transporte em África são elevados. Mas os custos no Malawi são maiores do que em toda a região. Os parceiros internacionais estão dispostos a investir na melhoria do comércio e do transporte, com vista a promoverem o desenvolvimento socioeconómico na região, mas o comércio e transportes são sectores eminentemente políticos tanto no Malawi como em Moçambique.

Este estudo faz um mapeamento dos diferentes fatores e atores que moldam a utilização atual dos corredores de Nacala e da Beira, que ligam o Malawi à costa de Moçambique. As relações políticas de alto-nível têm variado ao longo do tempo e, sendo cordiais, não fornecem uma base sólida para melhorar a eficiência ao longo do corredor ferroviário de Nacala; as prioridades internas de ambas as partes predominam na cooperação transfronteiriça.

Até ao momento, a Beira emergiu em Moçambique como o porto mais eficiente que serve o Malawi e a região em seu redor, estando os interesses do Estado e das empresas alinhados. Nacala tornou-se mais eficiente para as exportações de carvão, mas não existe coordenação no restante comércio, estando os interesses políticos mais orientados para a competição em torno do controlo das rendas ligadas ao porto e transportes. Os transportadores rodoviários de Moçambique também têm preponderância sobre os do Malawi, embora o mercado esteja altamente fragmentado na importação e exportação e no que respeita a bens diferentes.

O apoio externo para melhorar a eficiência terá de ter em consideração os interesses instalados entre Estado e empresas, em torno dos portos e corredores – particularmente em Moçambique – e reavivar os mecanismos de coordenação transfronteiriça multi-atores, incluindo idealmente vários organismos governamentais, prestadores privados de serviços e empresas envolvidas em exportação/importação, bem como aprender com as falhas do passado para melhorar a coordenação.


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Foto cedida por Swathi Sridharan via Flickr.

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